Representatividade LGBT e Quadrinhos | HQ Sem Roteiro Podcast

A representação LGBT é recheada de estereótipos, e os quadrinhos não fugiriam dessa institucionalização. Muitas vezes envoltos em uma névoa de ignorância perpetrada por entidades conservadoras e que muitas vezes lucram em cima do desconhecimento, há diversos conceitos ao redor dessa sigla que abrange uma parcela considerável de nossa sociedade. O que é identidade de gênero? Orientação sexual? Qual a origem de tanta raiva? Para discutir sobre essas questões sociais urgentes, chamamos um grupo superpoderoso para o HQ Sem Roteiro Podcast dessa semana.

Luiza Lemos, da página de quadrinhos no Facebook Transistorizada; Beliza Buzollo, da página Na Ponta da Língua; Camila Cerdeira, do site Preta, Nerd & Burning Hell; e Gambit Dance, do site Tapioca Mecânica e do podcast BichasNerd; se reuniram com Pedro ‘PJ’ Brandão em uma conversa sensacional sobre o cotidiano e as representações LGBT em nossa mídia, incluso os quadrinhos. O que é identidade de gênero? Orientação sexual? Como as HQs representam transexuais, lésbicas, bissexuais, gays? Tasca o play ali abaixo e vem ouvir o que essas pessoas incríveis têm a dizer.

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Listas de indicações citadas no podcast:
As 173 personagens lésbicas ou bissexuais mortas na TV e como elas morreram desde os anos 1970 (texto em inglês);
Young Avengers, Kieron Gillen e Jamie McKelvie;
Azul é a Cor Mais Quente, Julie Maroh;
Fun Home, Alison Bechdel;
Você É Minha Mãe?, Alison Bechdel;
Garota Siririca, Gabi LoveLove6;
Ciranda da Solidão, Mário César;
The Runaways, Brian K. Vaughan e Adrian Alphona;
Batwoman, W. Haden Blackman e JH Williams III;
Escenas de la Vida Lesbica, Maia Venturini;
Malu: Memórias de uma Trans, Cordeiro de Sá;
Malu, Cartum, Foto e Quadrinhos, podcast com Cordeiro de Sá, autor de Malu: Memórias de uma Trans.

Músicas desse programa:
– Banda Uó – É da Rádio? (link pro Spotify) (Indicação da nossa convidada Luiza Lemos)
– Jaloo – Chuva (link pro Spotify)

2 Comentários

  1. Aline Hack said:

    First!

    Gostaria de parabenizar o Avantecast por esse ep maravilhoso! Gosto muito de estudar sobre representatividade de gênero e aprendi demais com esse ep, principalmente o primeiro bloco.
    Confesso que é o contato com o Avantecast que tem me motivado a conhecer mais quadrinhos e esse tipo de linguagem. Hoje parei para pensar o que me impedia de ler quadrinhos. Tive uma resposta: eu sempre tive preconceito com quadrinhos, e nem sei por que exatamente. E vejo que muitas pessoas têm preconceitos a respeito do que desconhecem, e deve partir delas a quebra desse preconceito.
    Mas muitas vezes a quebra do preconceito vem pela empatia, e acredito que o meu veio por conhecer alguém (mesmo que de longe) que gosta de quadrinhos, trabalha com quadrinhos e usa quadrinhos como forma de manifestação sócio-cultural (muito grata, PJ!).
    Nesse mesmo viés, o mesmo funciona com a comunidade LGBT. É importante a empatia e empoderamento para desconstruir conceitos naturalizados e dar abertura a questões tão importantes, inclusive no mundo dos quadrinhos. Lamentavelmente a comunidade “nerd” é muito machista e preconceituosa ainda (como o mundo inteiro) – não é atoa que vemos algumas matérias tratando sobre a violência de gênero e à comunidade LGBT neste sentido; mas consigo ver que os quadrinhos estão desmistificando isso, desconstruindo o padrão nerd e (re)construindo identidades também, por meio de pessoas que pensam diferente e fortalecem um contexto plural, principalmente pela cultura, que ao mesmo tempo é tão tradicional mas consegue ser fluido também. Parabéns!

    Em tempo, indico um curta que vi certa vez, que acho que representa bem o que foi discutido hoje https://www.youtube.com/watch?v=nlGEAbMCCOw (O vestido de Laerte).

    10 de março de 2017
    Responder

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