Rápidas Reflexões sobre o Mangá e o Anime na Contemporaneidade | HQ Sem Roteiro Podcast Extra

Naruto foi o último anime a reunir uma legião de fãs? O que contribuiu para a virada dos eventos de animes virarem eventos de gamers e youtubers? Você gostou do fim de Death Note? Essas são apenas algumas das questões que Egberto Júnior (da página Doutor Insano), Anderson Silva e Pedro ‘PJ’ Brandão discutem em um bate-papo rápido e despretensioso no Skype antes da gravação de um HQ Sem Roteiro maior que será divulgado em breve.

São 20 e poucos minutos extra de um papo que foi bacana demais pra ser deixado de lado. E aí? O que você acha atualmente do mundo dos mangás e dos animes? Comenta aí no post suas opiniões. Aproveita e assina o feed do Avantecast e receba semanalmente as atualizações dos nossos programas. Pode procurar “Avantecast” em qualquer aplicativo de podcast que você acha a gente. Caso queira baixar em seu computador, entre nesse link, clique com o botão direito do seu mouse e escolha a opção Salvar Como.

Aproveite e ouça também nosso HQ Sem Roteiro sobre Mitologia e Naruto.

Músicas nesse programa:
– High and Mighty Color – Ichirin no Hana (link no Youtube) (abertura do anime Bleach)
– TM Revolution – Resonance (link no Youtube) (abertura do anime Soul Eater)

Um comentário

  1. Diego Cavalcante Lima Castro said:

    Dava pra fazer uns três podcasts inteiros só com os assuntos citados nesses 20 e poucos minutos kk

    Sobre a questão da onda de animes, é em parte pela indústria do japão estar mudando e em parte pela nossa também estar mudando. Naruto foi uma última grande leva desse jeito exatamente porque passou na TV aberta. Já tinha gente que conhecia antes? Tinha, mas a força mesmo veio depois. Com a falta de programação infantil na TV aberta e ainda a pasteurização desse conteúdo, essas séries não tem mais espaço de exibição. Até pela audiência, já que grande parte foi pra internet e aqui temos tantas possibilidades que é muito difícil criar uma onda de um produto só. Junto a essa difusão temos as séries americanas, que invadiram com muito força na parte do entretenimento nos últimos anos. Ajudado não só pela pirataria digital como pela qualidade das mesmas. Junto a isso o fator “novidade” que os animes possuíam pela sua narrativa diferenciada parece ter passado. Os próprios desenhos ocidentais passaram finalmente a assimilar tais características, formando um produto que é mais palatável a nós, afinal não temos a diferença cultural que atrapalha em alguns momentos a ligação com as histórias do japão.

    Junto a isso a própria indústria de animes por lá mudou bastante. As animação estão cada vez mais curtas pois agora visam mais a venda de dvds do que a audiência, como era antigamente. Fruto de uma nichificação da mídia que ocorreu depois dos anos 2000 (mas sua origem pode ser traçada até os anos 80), graças a crise que o Japão entrou e que demoraria até demais pra me aprofundar apropriadamente aqui. Acaba que a produção de algo pra “blockbuster” se tornou bem mais escasso e junto com a invasão desses outros produtos americanos acaba diminuindo a sua penetração ainda mais.

    Claro que também tem um problema por partes dos japoneses. Junto com a nichificação do mercado, um problema que existia, mas era bem minimizado na época em que tinha muito interesse do EUA e Europa sobre os produtos, é a sua burocracia e isolamento. Nos EUA o produto nerd é feito pra se tornar internacional e tem um esforço dos donos para que isso aconteça. Agora no Japão o produto é feito pros japoneses. Se der certo fora, ótimo. Querem mais coisa lá fora ainda? Pera aí, vamo ver. E aí entra um monte de dificuldade de negociação e esforço em que na maior parte eles não se interessam. Na semana passada (ou a poucas semanas atrás), a distribuidora japonesa de DVDs de Yuri on Ice, o anime mais popular do ano passado que fez um sucesso do caramba internacionalmente (no nicho otaku, mas ainda assim fez muito) bloqueou as vendas internacionais dos DVDs. Simplesmente. Tem empresas de jogos que o dono já falou que não se interessa em viabilizar os produtos pra fora do japão. E tem empresas que disponibilizam, mas que são conhecidas por colocarem dificuldades. É todo um pensamento empresarial que não é só voltado ao consumo local, mas que rejeita o estrangeiro. Finalmente, vou deixar aqui um vídeo que fala um pouco sobre isso assim como vocês, que é do Kitsune, que já trabalhou em editora de mangás que acho que pode acrescentar a questão.

    https://www.youtube.com/watch?v=Ky49ZRBWRsI&list=PL1vcy4GeNheyrmCZArad4QHic-_Xr5jO8&index=29

    23 de fevereiro de 2017
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