O Dom, a Inspiração e o Fazer Quadrinhos | Roteirismos Podcast

Dom existe? Inspiração é algo positivo ou negativo? É importante focar na criação de uma grande obra de arte? Qual a melhor maneira de dar o pulo entre ter vontade de fazer uma história em quadrinhos e de fato fazer uma história em quadrinhos? No Roteirismos Podcast dessa semana, Luís Carlos Sousa e Pedro ‘PJ’ Brandão passeiam pelos labirintos do criar com dois convidados de elite.

Hector Lima (A Ameaça do Barão Macaco, Sabor Brasilis, Mulheromem) e Márcio Moreira (Pombos!, Os 7 Hábitos dos Assassinos Altamente Eficazes) se reúnem com a gente para conversar sobre metodologia e desmistificar algumas ideias em torno do processo criativo. É possível condicionar a inspiração? Existe um método para fazer roteiros? É verdade que narrativa tem mais a ver com culinária, música e matemática do que a gente pensa? Essas e muitas outras questões são respondidas, ou não, nesse podcast sensacional!

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Links apresentados durante o programa:
Site da Fictícia | Facebook da Fictícia
Facebook da Netuno Press
Tumblr Aquele Márcio Moreira
Space Opera em Quadrinhos, Editora Draco
Site da Nathalia Garcia
HQ Sem Roteiro Podcast: Sobre se Sentir uma Farsa
HQ Sem Roteiro Podcast: Do Porquê de Sermos Roteiristas

Tirinha citada durante o programa, por Raphael Salimena…

Músicas desse programa:
– Ratatat – Seventeen Years (link pro Spotify)
– Saint Motel – Move (link pro Spotify)

2 Comentários

  1. Fiquei com vontade de entrar no papo, por isso, vou dar meus pitacos:

    Curiosamente, minha família lê razoavelmente e já foram de ler mais. Porém, meu nível de obsessão por livros é muito maior que o de qualquer um da família. Só que sempre tive muito incentivo, com minha tia Rozália pagando muitos livros de RPG e terror, meus pais me alimentando com quadrinhos e livros e a biblioteca da escola (que li inteirinha).

    Não acredito em dom ou talento, mas a questão da afinidade é importantíssima. Se eu tivesse dislexia ou alguma dificuldade de leitura, talvez as coisas fosse diferentes.

    No entanto, eu sou uma pessoa que apesar de dominar a técnica costumo ter muitos momentos de inspiração. Porém, esses insights não valeriam de caraio se eu não moldar, refletir, escrever e reescrever essa ideia. Costumo manter um banco de ideias e sempre tenho alguma carta na manga.

    Outra coisa que não pode faltar na casa das pessoas são fontes de inspiração e pesquisa. Temos que nos cercar de livros, quadrinhos, filmes, música e outras manifestações humanas. Sem falar que precisamos estar cercados de pessoas especiais. Quanto mais informação, experiência de vida, conversas informais, consciência e reflexão… mais ferramentas você tem para criar algo consistente e que atinja as pessoas emocionalmente.

    O fluxo de produção é como estar possuído pela história e começa a desenvolver tudo. O problema é quando alguém te interrompe. HAHAHA. Chega dói.

    Claro que existe grande obra, mas quem decide qual é a grande obra de cada autor é o tempo. Quando um trabalho é grandioso, ele ultrapassa a própria época.

    Minha motivação principal é a raiva, sempre foi minha força motora para escrever. Mas gosto também do desafio e do prazer de contar histórias e criar mundos. Perfeita a questão do método é o que funciona.

    Processos e métodos são algo muito mutável, pois sempre vamos aprendendo novas técnicas e vão surgindo inspirações por caminhos inesperados. Tratar o argumento, que o Luís chamou de sinopse é importantíssimo, pois são os alicerces dessa casa. Voltei a estudar música, pois estava precisando entender estruturas narrativas. Também vejo isso na culinária. Muito legal sacar que muita gente sente isso.

    Adoro o podcast de vocês e os convidados são sempre um presente para quem trabalha com quadrinhos. Fiquei emocionado com os comentários finais do Luís e falou certinho por mim: sim, a ideia é fazer acontecer da melhor maneira possível. Como diz o Erick Sama, “talento é realizar”.

    A tirinha que citaram no começo é do Raphael Salimena:
    http://www.linhadotrem.com.br/2015/12/god-gave-rock-n-roll.html

    16 de maio de 2017
    Responder
  2. Luís Carlos Sousa said:

    Valeu pelo comentário/”me chamem pra participar de novo”, mestre Fernandes!

    17 de maio de 2017
    Responder

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